quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Poster-a-Rama


Quando eu falei de libertar idéias através de rabiscos, eu criei a imagem de um ideal de liberdade quase inabalável. E realmente é. Mas, convenhamos, é uma grande bosta quando você deseja consumir, criar, observar algumas manifestações, porém o local onde você reside não te permite acessar esses desejos com a frequência que você almeja.

Estou falando de uma mídia muito foda e específica que são os posters de shows (leia-se: underground, mainstream, bandas desconhecidas, conhecidas, etc). E em seguida, faço as perguntas do tipo vamos-pensar-e-refletir-mesmo-que-não-sirva-pra-#$%!*-nenhuma:

Por que no Brasil os posters, praticamente, não existem como um mercado de produção, consumo e criação? Porque as bandas de grandes gravadoras brasileiras não investem nessa mídia, e ao invés disso, preferem criar somente materiais em ponto de venda, e/ou peças de merchandising meia-boca? Porque não há uma área oficial (legalizada) nas ruas para a divulgação desse tipo de mídia? (O que acaba dando a imagem de uma mídia-que-polui as ruas). Será que por causa dos custos, as bandas independentes não investem, frequentemente, em algum tipo de criação nesse sentido?

Milhares de perguntas surgem na cachola, mas terminam na conclusão de cunho de lamentação. Espero que haja uma mudança com o passar do tempo. Acho que o Brasil disperdiça talentos e riqueza, não só com a falta dos posters, mas com a limitação de criação da arte nas ruas, da arte na cozinha da sua casa, no banheiro, e na capa do caderno do moleque no colégio. Não todas, mas várias.

Enquanto isso, dá pra ficar pirando, olhando a quantidade de poster sendo criado pelo mundo afora, principalmente na Europa e na América.

Links recomendados:
www.gigposters.com
http://www.smashingmagazine.com/2008/09/28/60-inspiring-concert-posters-from-10-amazing-artists/

Por Felipe Diaz

My Fashion Icons #2


Agora como eu havia prometido vai minha lista icônica feminina. Vocês podem considerar algumas das moçoilas vacylo, mas essa que vos fala também é just a little vacylo, então fica elas por elas.

Primeiro vem a musa-mor...



Maysa Matarazzo
Pelo seu cabelo construído no ventilador no 3.




Maria Callas

Pela nareba grega, e pra ter uma nareba dessas tem que merecer, e ela merece.



Kate Bush
Por ser essa coisa etérea.



Todo elenco feminino de Pantanal
Pela ausência de chapinha e clareamento dental.



Bjork
Mesmo sendo datada ela entra porque sabe fazer a diagramação certa e assume o buchinho pós parto chamado carinhosamente de bexigão por algumas pessoas.



Hebe
Pela exaltação ao erro, tudo alí esta errado e eu adoro coisa errada.



Elke Maravilha
Por ser a Elke Maravilha, não tem muito que explicar né?



Bianca Byington
Por ser brasileira magra de batom vermelho e áurea anos oitenta, quando eu morrer que forem fazer um filme sobre a minha vida chamem a Bianca pra fazer "eu" velha tá?



Tilda Swinton
Por ser uma extra-terrena que sabe se vestir.



Baby Consuelo (a.C.)
Por ser ecumênica.




Tura Satana

Porque ela arrasa no catfight mesmo usando uma roupa de couro toda colada.



Rita
Porque é de longe a mulher mais bem vestida da cidade de Fortaleza

Por Isadora P. Gallas.

sábado, 27 de setembro de 2008

Teatro-de-Isquetes



Semana passada eu toquei no assunto rabiscos, mas em um sentido metafórico e até preconceituoso com a palavra. Hoje, o papo vai ser diferente. Antes de ir direto ao ponto do foco do post, vou rascunhar umas idéias.

Quem me conhece sabe que eu sou viciado em rascunhos de idéias (Calma, não vou ficar aqui falando sobre minha pessoa!) e em muitas vezes perco mais tempo analisando um rascunho de um artista do que suas idéias finalizadas. Acho que é lá que talvez, mais explicitamente, você vê as idéias puras, vê a ótica crua e muita liberdade criativa.

E é a favor dessa liberdade e contra as padronizações estéticas que eu venho meter-um-dedo-na-cara. É desses momentos de liberdade que acabamos nos esbarrando em expressões que vão virar nossas estampas, posters, livros ou até algo com uma ou aplicação menos mercadológica, como uma peça de museu.

Esse espírito livre pode ser nosso, não como artistas, mas como indivíduos, então: rascunhe, rabisque, projete, materialize suas idéias. Jogue fora as amarras do eu-não-sei-desenhar-e-escrever-pois-não-tenho-o-dom-vindo-dos-céus. Separe um bloco que caiba num bolso de um jeans, e crie o hábito de anotar e tracejar seus projetos em forma de imagens ou palavras. Essa vai ser a chave para abrir a porta do quarto onde tem uma grande faixa escrita para seu chefe careta: - Foda-se você e suas ideías cretinas, aqui eu faço o que quero!

Nesse momento, o mundo vai fazer um pouco mais de sentido em qualquer área que você atue como profissional.

Pra cortar o papo de auto-ajuda e numerologia, vou agora direto ao ponto em poucos caracteres. Baseado nesse clima de rascunhos, sketches ou o que você preferir chamar, indico a vocês assitirem um canal do You tube chamado: Sketch Theatre. Como ponto de partida vou indicar esse episódio do Chet Zar:



Por Felipe Diaz.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

We love Polaroid. All we need Polaroid.



Entre uma e outra pesquisa pela internet atrás de comprar os raros e caríssimos filmes instantâneos para a Polaroid ainda a venda no mercado, achei o site savepolaroid.com, fundado com o propósito de convencer outra empresa a produzir a tecnologia que a Polaroid anunciou interromper desde fevereiro deste ano.

O site incentiva os “órfãos polaroidianos” a postarem suas fotos instantâneas no Flickr, a contar suas experiências com a câmera e narrar sobre a importância da Polaroid em suas vidas. Já existem mais de 4000 membros.

O mais bacana é que, quem quiser abraçar a causa, pode deixar um recadinho destinado a empresas como Polaroid, Ilford e Fuji, justificando porque precisam salvar esta mídia. Ou mesmo preencher um questionário sobre seu comportamento de consumo para ajudar a orientar os esforços nesta luta. Podemos ler vários depoimentos comovidos e apaixonados dizendo por que a Polaroid deveria ser poupada.

neste endereço, pode-se adquirir camisetas e bottons do movimento, e todo o lucro é revertido para a bendita causa.

Independente de querer entrar ou não nessa “Polaroid Nation”, vale a pena visitar o site ler sobre a história da Polaroid e filmes já produzidos.


“É extremamente difícil chegar a qualquer espécie de consenso sobre esta questão: Por que salvar a Polaroid? Na verdade, existem tantas razões para salvá-la como existem pessoas que a usam.” (Savepolaroid.com)


Pra mim, é preciso salvar a Polaroid porque ela é simplesmente mágica. E pra você?


Pra conferir:

Save Polaroid
www.flickr.com/groups/savepolaroid/
www.shop.seantubridy.com
www.savepolaroid-jp.com/
www.weheartpolaroid.blogspot.com/
www.polagallery.blogspot.com/

Por Melina Mastroianni

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

My Fashion Icons





Hoje o post tá meio paia, quer dizer, eu não acho paia mas pode parecer. Vou apenas listar meus ícones de moda (masculinos), explicando rapidamente o porque deles estarem aqui:


Roberto Carlos:
Pelo quase monocroma, uma coisa assim meio Klein.


David Bowie:
Por se fazer gigante com um metro e ciquenta.


Dener:
Pelo conjunto da obra.


Pepeu Gomes:
Pelo brilho cintilante púrpura do amor!


Zacarias:
Pela peruca .Tenho fascínio por peruca, eu e algumas amigas temos o wig alert (o nome é auto-explicativo).


Dudu Bertholini:
Pelo "não tentem fazer isso em casa"


Darth Vader:
Porque o mal realmente se veste melhor.


Fernando Gabeira;
Pela elegância caetânica, ele consegue ser mas elegante que o próprio Caê.


Clint Eastwood:
Por ser um velhinho pegável e talentoso, muito talentoso.


Prince:
Pela "Purple rain Purple Raaiinnnnn"


Bob Marley:
Pela audácia do jeans com jeans.


Sérgio Gurgel:
Porque meu sonho é conhecer Acopiara por causa dele.

Ps: A lista feminina, só na semana que vem!

Por Isadora P. Gallas.

Meu Primeiro Post


Bem atrasado, posto aqui pela primeira vez. Nunca fui de publicar nada em blogs, portanto não se espante, você leitor, caso perceba alguma inaptidão da minha parte para te entreter nessas linhas.

Já fui apresentado no "editorial" do blog, mas sempre é bom repetir o indispensável: Felipe Gurgel, 25, vive pra música (como baixista, jornalista e multimídia). Há pouco tempo deixei um pouco de lado uma atuação mais ampla no jornalismo cultural - área que atuo desde que me formei pela UFC, em 2004. Trabalhei muito como repórter e assessor nesse tempo. Agora, cuido de desenvolver alguns projetos que me inquietam mais.

Um deles é O Garfo, banda de "rock instrumental contemporâneo" - se preferir categorizar - de Fortaleza. Estamos com a Mojo desde o mês passado em uma parceria salutar e há pouco tempo repercutiram algumas aparições nossas devidamente vestidos pela marca.

Tem essa, da cobertura da Feira Música feita pelo Tramavirtual para o programa Radiola, da TV Cultura:



O melhor, além da aparição da espertíssima estampa "desireless" da Mojo, é a fala do dançarino no final da reportagem, ao som do Fossil.

Essa outra tem um aperitivo do que foi a calorosa - clichêzão esse termo, mas foi isso mesmo - passagem do Garfo por Belém do Pará, sexta-feira passada, no III Festival Se Rasgum. O nome do evento faz jus à ousadia, teve desde o tecnobrega do DJ Maluquinho a Plebe Rude. Olha a camisa do pinto aí + a do ovo frito vestida no Vitor (guitarrista). Reparem:



O vídeo foi registrado pelo celular do jornalista Rodrigo Lariú (RJ), que escreveu coisas boas sobre nós no blog dele do site do Multishow.

Já que eu comecei a listar os vídeos e já deves estar pensando mesmo que esse post é uma média danada com o parceiro, vou arrematar:

http://www.flickr.com/photos/renatus/2878151082/in/set-72157607417091955/

Esse flickr traz fotos do mesmo show de Belém. As imagens são do fotógrafo Renato Reis. É o material visual, até hoje, mais nítido e mais bem acabado graficamente dessa parceria O Garfo - Mojo.

Pronto, agora que fiz meu post institucional - hehehehe - adianto que nos textos que estão por vir não vou me deter somente ao que justifica, inicialmente, minha presença por aqui. Pretendo falar de música além da minha própria sombra. E é para isso que estarei pelo blog.

Mas já que fui "institucional" até aqui, passe aqui sempre que puder: http://www.myspace.com/ogarfo

Até mais!

Por Felipe Gurgel

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Fala que eu te escuto.




Certas camisetas fazem as vezes de auto-ajuda. Máximas do tipo "Princess", "I'm Hot" e “Gostosa & Toda Depilada” são usadas geralmente por pessoas meio barangas, ou pacosas. Acho válida a idéia de se colocar pra cima. Afinal, nenhuma maquiagem é melhor que o amor-próprio.

Sou observadora disso porque considero complicado vestir uma roupa “escrita”. Tenho dificuldades de comprar discurso, pudor mesmo. Por isso as poucas “camisetas faladas” que tive foram pensadas por mim. (Lembro agora de uma delas que estampava uma frase ótima de uma amiga também ótima. A tal frase dizia "de fuder o cu dos animais", cuja expressão significa algo como "massa" ou ”maneiro”.)

Tempos atrás uma outra amiga ótima me mandou uma foto de um rapaz que ela encontrou em um outro país que não usa nossa língua. Ele vestia uma camisa que dizia assim:



Achei gênio! Primeiro porque é verdade que a gente precisa ser mais legal. Mesmo. Segundo que, ao meu ver, ele já se considerava legal o bastante – caso contrário, estaria dito que "a gente precisa ser mais legal".

Ps 1: O nome do cara da foto e autor da frase/camiseta é Augusto Mylla de Carli.
Ps 2: Augusto, no caso de você dar uma googlada e se achar aqui: Dá uma sacada no "Mojo" da galera e manda a camisa pra Indira. Ela ainda está esperando.

Abraço.

Por Isadora P. Gallas.